Live da AAMICA – Cinematecas e o risco do apagão da memória do audiovisual

No dia 25/08, terça-feira, às 20h, teremos a primeira live da AAMICA. Contando com a participação de Carlos Roberto de Souza, presidente da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual/ABPA, e Marcus Mello, pesquisador e crítico de cinema, funcionário da Cinemateca Capitólio. A conversa terá a mediação de Luiz Antonio T. Grassi, presidente da AAMICA.

A Transmissão acontecerá nas páginas do Facebook da AAMICA, Rede Soberania e jornal Brasil de Fato RS. Também no canal do Youtube da Rede Soberania.

Para assistir online:

AAMICA

https://www.facebook.com/aamica.capitolio

Rede Soberania

https://www.facebook.com/redesoberania/

https://www.youtube.com/redesoberania

Brasil de Fato RS

https://www.facebook.com/brasildefators/

#livedaAAMICA

#RedeSoberania

#BrasildeFatoRS

A AAMICA apoia o Manifesto pela Cinemateca Brasileira

A Associação dos Amigos da Cinemateca Capitólio – AAMICA – protesta contra o ataque e o abandono da Cinemateca Brasileira e lembra que a mesma, integrando o extinto Ministério da Cultura, teve sua gestão contratualizada em 2018, sendo entregue integralmente à Assoc. de Comunic. Educativa Roqurete Pinto.

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ACESSE O MANIFESTO:
https://outraspalavras.net/blog/manifesto-pelo-resgate-da-cinemateca-brasileira/

Cinemateca Brasileira pede socorro

Petição criada pelo Manifesto C para Governo Federal – Secretaria Especial de Cultura – Secretaria do Audiovisual.

A Cinemateca Brasileira, maior arquivo de filmes do país, cuja trajetória é reconhecida internacionalmente, enfrenta uma situação limite. Em meados de maio não recebeu ainda nenhuma parcela do orçamento anual, cujo montante é da ordem de R$ 12 milhões.

Após sofrer uma intervenção do Ministério da Cultura em 2013, que destituiu sua diretoria e retirou-lhe a autonomia operacional, vem enfrentando um processo contínuo de enfraquecimento institucional que culmina na atual ameaça de total paralisia.

A Cinemateca tem sob sua guarda o maior acervo audiovisual da América do Sul, cuja preservação demanda cuidados permanentes de técnicos especializados e manutenção de estritos parâmetros de conservação em baixa temperatura e umidade relativa.

Estão sob sua custódia coleções públicas e privadas que constituem a memória audiovisual do país. Além do seu intrínseco valor cultural, as obras dos produtores nacionais agregam valor econômico; são fonte de renda industrial que mantém a dinâmica do setor. A ameaça que paira sobre a Cinemateca não é a destruição de valores apenas simbólicos, mas igualmente tangíveis.

O contrato do Governo Federal com a Organização Social que a administra – Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (ACERP) – foi encerrado por iniciativa do MEC. A atual Secretaria Especial da Cultura, responsável pela Cinemateca, tem seus vínculos administrativos divididos entre os ministérios da Cidadania e do Turismo.

Essa situação esquizofrênica dificulta a atuação do governo com a urgência necessária para impedir a falência da Cinemateca, enquanto a administração pública se dedica a desenhar uma solução de longo prazo. Se o orçamento da Cinemateca não for imediatamente repassado a ACERP, assegurando a manutenção do quadro mínimo de contratados e as condições físicas de conservação, não haverá necessidade de uma perspectiva de fôlego, pois já teremos alcançado a solução final.

O descaso da Secretaria do Audiovisual do extinto Ministério da Cultura para com a Cinemateca acarretou o incêndio de fevereiro de 2016 – o quarto sofrido pela instituição em sua história – em que se perderam definitivamente mil rolos de filmes antigos, fato que na ocasião foi relegado pelas autoridades, que não tomaram nenhuma providência de reparação ou de prevenção de novos acidentes.

Em fevereiro deste ano, as instalações da Cinemateca na Vila Leopoldina (São Paulo), que abrigavam parte do acervo, foram atingidas por uma enchente. Novamente a Secretaria do Audiovisual se absteve de suas responsabilidades, não esclareceu eventuais perdas, nem adotou medidas para proteger as coleções em perigo.

Se a indiferença com o futuro do patrimônio audiovisual brasileiro persistir, as consequências serão ainda mais graves. Sem os cuidados dos técnicos e as condições de conservação todo o acervo se deteriorará de modo irreversível.

Nesse caso, quando chegar o socorro de Brasília, as imagens do nosso passado terão se tornado espectros de nossa falência como nação.

São Paulo, 15 de maio de 2020

ASSINE A PETIÇÃO:

https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/governo_federal_secretaria_especial_de_cultura_sec_cinemateca_brasileira_pede_socorro

LYGIA FAGUNDES TELLES, ex-presidente do Conselho da Cinemateca Brasileira
ISMAIL XAVIER, ex-presidente do Conselho da Cinemateca
CARLOS AUGUSTO CALIL, ex-diretor executivo da Cinemateca, ex-Secretário Municipal de Cultura de São Paulo
RICARDO OHTAKE, ex-diretor executivo da Cinemateca, ex-Secretário de Cultura do Estado de São Paulo
DORA MOURÃO, ex-membro do Conselho, ex-presidente da CILECT – The International Association of Film and Television Schools
UGO GIORGETTI, ex-membro do Conselho da Cinemateca
JOÃO BATISTA DE ANDRADE, ex-membro do Conselho da Cinemateca, ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo
MARCELO ARAÚJO, ex-membro do Conselho da Cinemateca, ex-Secretário de Cultura do Estado de São Paulo
EDUARDO MORETTIN, ex-membro do Conselho da Cinemateca
SÉRGIO MUNIZ, ex-membro do Conselho da Cinemateca
WALTER SALLES, ex-membro do Conselho da Cinemateca
Jean-Claude Bernardet, ator, cineasta, crítico, professor, ex-membro do Conselho da Cinemateca

Professores do CTR – Departamento de Cinema, Televisão e Rádio / Universidade de São Paulo
ALMIR ALMAS
ESTHER HAMBURGER
RUBENS REWALD
PATRICIA MORAN
GILSON SCHWARTZ
LUIS FERNANDO ANGERAMI
CECÍLIA MELLO
JOÃO GODOY
FERNANDO SCAVONE
MATEUS ARAÚJO
ARLINDO MACHADO
ROBERTO MOREIRA
LUIS DANTAS
HENRI GERVAISEAU
THIAGO ANDRÉ
EDUARDO VICENTE
CRISTIAN BORGES
EDUARDO SANTOS MENDES
JOÃO PAULO AMARAL SCHLITTLER SILVA
RUBENS MACHADO JUNIOR

FIAF – International Federation of Film Archives – CHRISTOPHE DUPIN, em nome do Comitê Executivo
APACI – Associação Paulista de Cineastas
ABRACI – Associação Brasileira de Cineastas
ABC – Associação Brasileira de Cinematografia – MARCELO TROTTA, presidente
API – Associação de Produtoras Independentes
ABPA – Associação Brasileira de Preservação
ABRACCINE – Associação Brasileira de Críticos de Cinema
FÓRUM DOS FESTIVAIS – Fórum Nacional dos Organizadores de Festivais de Cinema – ANTONIO LEAL, presidente
FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual – ALESSANDRA MELEIRO, presidente
Festival de Documentários É TUDO VERDADE – AMIR LABAKI, diretor

Cinemateca do Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro
RICARDO COTA, curador
HERNANI HEFFNER, conservador chefe

Cineteca Nacional de Chile – MÓNICA VILLARROEL, diretora

Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema – TIAGO BATISTA, diretor do centro de conservação

Cinémathèque Française – COSTA-GRAVAS, presidente
Institut Lumière – THIERRY FREMAUX, diretor
JEAN-LOUIS COMOLLI, crítico e professor
NÉSTOR GARCIA CANCLINI, professor-investigador distinguido de la Universidad Autónoma Metropolitana e investigador emérito del Sistema Nacional de Investtigadores de México.

Contratualização da Cinemateca Capitólio: instaurado Inquérito Civil

A Associação dos Amigos da Cinemateca Capitólio comunica que o Ministério Público Estadual instaurou Inquérito Civil Público para investigar o processo de contratualização da Cinemateca Capitólio. Essa decisão responde a Representação feita pela AAMICA, representada por seus advogados José Renato de Oliveira Barcelos e Jacqueline Custódio .

O Ministério Público acolheu as alegações feitas pela AAMICA e demais defensores da Cinemateca Capitólio que propugnam pela salvaguarda da gestão pública do patrimônio cultural, pela publicização do processo de contratualização e pela discussão do mesmo com a participação da comunidade.

De acordo com a Portaria de Instauração, o objeto do inquérito é “investigar a legalidade material da transferência à iniciativa privada da administração da Cinemateca Capitólio” com base em dispositivos das Constituições Federal e Estadual.

A Prefeitura de Porto Alegre foi notificada formalmente de que tem o prazo de trinta dias para apresentar “explicações escritas acerca do objeto da representação”.

A AAMICA espera que, a partir da instauração desse Inquérito Civil, as Secretarias de Cultura e de Parcerias Estratégicas interrompam o processo de contratualização.

Comunicação de instauração de Inquérito Civil do Ministério Público Estadual

Reunião aberta da AAMICA

Na quinta-feira, 12 de março, às 19h, no Sindicato dos Bancários (Rua General Câmara,424), haverá uma reunião da AAMICA aberta a todos/as que querem participar do movimento pela manutenção da gestão pública da Cinemateca Capitólio. PARTCICIPE E DIVULGUE !

AAMICA convida: Audiência Pública em defesa da Cinemateca Capitólio

​A audiência pública ocorre na próxima segunda-feira (9), a partir das 18h30, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, para debater a Contratualização dos Equipamentos Culturais de Porto Alegre.
Local: Praça Mal. Deodoro, 101 – Centro Histórico – Plenarinho da Assembleia Legislativa.
Data: 09/03 (segunda-feira) – 18h30.
#ACinematecaCapitólioÉPública

MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DA CINEMATECA CAPITÓLIO

Diante das notícias veiculadas a respeito das contratualizações no âmbito da cultura do município de Porto Alegre e, em especial, da Cinemateca Capitólio, a Associação dos Amigos da Cinemateca Capitólio (AAMICA) reafirma sua firme posição em defesa da gestão pública direta dos equipamentos culturais da cidade.

Independentemente dos aspectos operacionais superficialmente lançados, cujo teor ainda não foi trazido ao conhecimento público e muito menos debatido com a comunidade porto-alegrense, a AAMICA considera não haver, por parte da autoridade municipal, razões exequíveis para transferir a gestão da Cinemateca Capitólio a uma entidade privada. No quinto aniversário desse importante espaço cultural, a ser comemorado em 27 de março próximo, o
Governo Municipal decide que o “presente” deve ser a terceirização do espaço e da sua política cultural.

Apesar do descaso e do quase total contingenciamento de recursos, a equipe de funcionários tem administrado a Cinemateca com muita competência e esmero, fato reconhecido inclusive por esse governo que, em recente matéria, afirmou que haverá uma economia de 25% para os cofres públicos, mas não apresentou um único dado que comprove a afirmação.

Entendemos que o Poder Público não deve deixar de cumprir seu papel central de promotor da Cultura. E uma instituição como a Cinemateca, construída ao longo de um processo de muitos anos com a participação ativa de setores do meio audiovisual e da população, esta representada pela AAMICA, não pode ter seu planejamento, seus serviços e seu acervo terceirizados.


Porto Alegre, 28 de fevereiro de 2020


Associação dos Amigos da Cinemateca Capitólio

Acesse o manifesto em PDF:

Críticas à terceirização na cultura em Porto Alegre ganham fôlego

Por Fernanda Wenzel

A revelação de que fracassou a primeira experiência de terceirização de um espaço cultural de Porto Alegre – conforme publicou, nesta semana, o Matinal – deu um novo gás aos movimentos culturais da capital contrários ao modelo proposto pela administração do prefeito Nelson Marchezan Junior.

Irregularidade anula primeira terceirização na cultura em Porto Alegre e prefeitura abafa o caso. Matinal Jornalismo. Foto: Naira Hofmeister.

A reportagem mostrou que a comissão de seleção falhou ao escolher a entidade que administraria o Centro Cultural Multimeios da Restinga. Entre os dirigentes da organização vencedora do edital, o Instituto Acessibilizar, estava um funcionário da própria secretaria, o que era uma irregularidade. O erro só foi percebido após a assinatura do contrato, que foi cancelado.

No mesmo dia, o caso foi levado a uma reunião entre representantes de dois grupos que se opõem ao modelo definido pela prefeitura: o Livre Atelier Livre, que questiona a terceirização da escola de artes municipal e da Pinacoteca Ruben Berta, e a Associação dos Amigos da Cinemateca Capitólio, que trabalha em prol da gestão pública da histórica sala de cinema.

“Queremos saber quais as garantias de que isso que aconteceu na Restinga não vai se repetir nos outros locais”, afirma Lisiane Rabelo Machado, presidente da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (Associação Chico Lisboa).

A entidade está à frente do movimento Livre Atelier Livre, criado no início de fevereiro. O grupo conta com cerca de 300 pessoas, a maioria artistas, além de políticos e advogados. Até agora, o único momento de diálogo com a prefeitura foi uma reunião com a coordenadora de Artes Plásticas, Adriana Boff, para explicações sobre o edital. Ainda assim, restam dúvidas, como o fato de o contrato prever a transferência de R$ 5,3 milhões dos cofres públicos à Organização da Sociedade Civil que vencer a concorrência. “Há muitos anos, a prefeitura não investe no Atelier Livre e, agora, milagrosamente surge dinheiro para investir em uma Organização da Sociedade Civil. Por que este dinheiro não é passado diretamente para o Atelier?”, pergunta Machado.

A Cinemateca Capitólio, cujo edital deve ser lançado até o final de fevereiro, já ganhou até um abraço de um grupo de vizinhos, frequentadores e cinéfilos contrários à terceirização. O movimento é liderado pela Associação dos Amigos da Cinemateca Capitólio, que existe desde 2003. A entidade questiona principalmente a falta de justificativa para a terceirização. “Por que não investir o recurso público em uma equipe que está funcionando bem, apesar dos parcos recursos, ao invés de partir para uma aventura que pode ou não dar certo? A primeira experiência, como o Matinal mostrou, não deu certo”, afirma Elisabete Tomasi, secretaria da comissão diretiva da Associação. 

Participantes do ato realizaram protesto contra projeto de contratualização da Cinemateca Capitólio. Foto: Luiza Prado/ JC.

A Associação dos Amigos elaborou uma Carta Aberta destacando a qualidade da atual gestão e criticando a falta de diálogo da prefeitura. Entre os signatários, estão o escritor Luís Fernando Veríssimo e a atriz Patrícia Pillar. Na última quarta-feira (12), documento foi entregue ao Secretário de Cultura, Luciano Alabarse, que se comprometeu a realizar uma audiência pública para discutir o assunto.

O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Estado do Rio Grande do Sul (Sated-RS) também tem dúvidas sobre qual será o resultado das terceirizações. Neste caso, o temor é que seja reduzido ou vedado o acesso dos artistas – principalmente aqueles com menos recursos – aos espaços culturais. No Centro Cultural Usina do Gasômetro, por exemplo, a principal preocupação é se vai haver o retorno do Projeto Usina das Artes, que está parado desde 2016. O programa dava um auxílio financeiro a dez grupos artísticos, que também ganhavam o direito de usar as salas do Centro Cultural. Em troca, ofereciam atividades gratuitas para a comunidade.

Acesse a notícia: https://matinal.news/criticas-a-terceirizacao-na-cultura-em-porto-alegre-ganham-folego/?mc_cid=d88d1b9af8&mc_eid=9c673d3f15